Causas
Existem várias causas para a epilepsia, pois muitos factores podem lesar os neurónios (células nervosas) ou o modo como estes comunicam entre si. Os mais frequentes são traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais , traumatismos de parto (anormalidades durante a gestação, durante o parto e imediatamente após o parto), infecções cerebrais, abuso de certos tóxicos, drogas e álcool, interrupção do fluxo sanguíneo cerebral causado por acidente vascular cerebral ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores que são acontecimentos relevantes na origem da epilepsia, ainda que possam se passar dias, semanas ou anos entre a ocorrência da lesão e a primeira convulsão.
Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por "sintomática", quer dizer, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 65 % dos casos não se consegue detectar nenhuma causa, é a chamada epilepsia "idiopática".
Emprega-se o termo epilepsia "criptogénica" quando se suspeita da existência de uma causa mas não se consegue detectar a mesma.
Embora possa ser provocada por uma doença infecciosa, a epilepsia, ao invés de algumas crenças habituais, não é contagiosa, ninguém a pode contrair em contacto com um epiléptico.
Também, na maioria dos casos, não pode ser transmitida aos filhos: para que estes a possam herdar, a tendência para a doença já deve existir antes que uma pessoa sofra de epilepsia.
Alguns factores podem desencadear crises epilépticas:
- Mudanças súbitas da intensidade luminosa ou luzes a piscar (alguns doentes têm ataques quando vêem televisão, jogam no computador ou frequentam discotecas)
- Certos tipos de ruído
- Leitura prolongada
- Privação de sono
- Ingestão alcoólica
- Hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue)
- Febre
- Ansiedade
- Cansaço
- Drogas ilícitas
- Determinados medicamentos ou ingredientes alimentares que podem interagir com as antipilépticas e provocar crises