Emprego
Vários estudos mostram que de 50% a 60% das pessoas com epilepsia escondem a sua condição de epiléptico ao procurar emprego. As pesquisas revelam também que as faltas por doença e os acidentes de trabalho não são mais frequentes nas pessoas com epilepsia do que nos demais empregados.
Podemos ajudar o paciente com epilepsia a adaptar-se profissionalmente, indicando, primeiro, a profissão mais adequada, segundo, facilitando-o na obtenção do emprego. A orientação e educação dos empregadores são os primeiro passos para aceitação do empregado com epilepsia. Terceiro, o médico assistente não deve reforçar a evolução natural do auxílio/doença, mas incentivar para que o paciente continue a trabalhar, ajudando-o, com isso, a reintegrar-se na sociedade.
O diagnóstico de epilepsia e a ocorrência de crise não são razões para desqualificar uma pessoa para o emprego. Nos casos em que se fazem necessárias restrições para certos tipos de emprego, as decisões devem basear-se em avaliações individuais da pessoa e não no diagnóstico genérico de epilepsia.
Como profissão mais adequada referimos o tipo de trabalho em que a pessoa se sinta adaptada e sem risco de vida. Não são indicadas profissões de risco como: electricista, piloto, bombeiro, motorista, etc. Devemos também lembrar que: "dirigir é um privilégio e não um direito", e para que consiga este privilégio é necessário que a pessoa esteja apta, tanto física como mentalmente. Porém, existem recomendações que devem ser feitas ao indivíduo com epilepsia que quer conduzir, tais como:
- estar livre de crises no mínimo há dois anos e com acompanhamento médico,
- para dirigir, somente veículos da categoria B
- não ser motorista profissional, isto é, não conduzir veículos pesados e transporte público, mesmo livre de crises há anos