Pais e sentimentos
Quando a epilepsia é diagnosticada pela primeira vez, os pais reagem negativamente. Ficam assustados e vêem a epilepsia como uma catástrofe para a criança e para toda família. Interroga-se sobre se tudo e mais alguma coisa ("morrerá? tem um tumor cerebral? Será um atrasado mental? a culpa é nossa?"). Os pais, geralmente, reagem ao diagnóstico de epilepsia com uma mistura de apreensão, vergonha, ansiedade, frustração e desesperança.
A epilepsia pode parecer pouco frequente. Até que afecte uma pessoa da família. A partir desse momento descobre-se um "novo mundo" no qual os epilépticos habitam e de quem não fazíamos caso (um vizinho que sofre da doença, uma colega da escola tem crises de ausências, etc...)
A criança, muitas vezes, sente-se ostracizada como resultado da influência dos pais.
Estudos feitos sobre familiares de crianças com epilepsia, demonstram que alguns pais sentem vergonha de ter um filho epiléptico e centram o problema apenas na criança, e não na família como um todo. A palavra epilepsia não é usada, nem dentro do círculo familiar, nem fora. A criança não pode discutir a sua condição abertamente e cedo começa a ver isto como algo mau.