Epilepsia - O trabalho

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Medicamentos

Há a ideia errónea de que a epilepsia é uma doença para toda a vida; inclusive, muitos médicos advertem os seus pacientes que devem fazer medicação anti epiléptica a vida inteira. Na realidade há uma série de medicamentos para a epilepsia e, cada vez mais, vão surgindo novos produtos.

O sucesso do tratamento depende de vários factores: tipo de crises, diagnóstico precoce da doença, eficácia do(s) medicamento(s) utilizado(s), cumprimento da medicação, existência de outras lesões associadas e de problemas sócio-profissionais.

Algumas epilepsias das crianças curam-se sempre enquanto outros tipos se curam quase sempre, só mesmo algumas necessitam de permanente medicação antiepiléptica. No cômputo geral, 70 por cento dos doentes estão livres de crises 15 anos após o ínicio da medicação.


Muitas vezes, quando as pessoas estão livres de ataques durante alguns anos, é comum retirar-se lentamente a medicação, pois é preciso ter em conta que os medicamentos podem ter vários efeitos secundários, os quais podem variar com o tipo e a dose do medicamento utilizado, sendo os mais frequentes: sonolência, tonturas e náuseas.

Começa-se sempre a medicação antiepiléptica com um único medicamento (monoterapia), de acordo com o tipo de crises.
Se esse medicamento não for eficaz, muda-se ou associa-se-lhe um outro.


Os efeitos secundários dos medicamentos devem ser controlados periodicamente, mediante consulta médica e realização de análises ao sangue para se controlar os glóbulos sanguíneos e o funcionamento do fígado. Outras vezes, é preciso medir o "nível sérico" de um medicamento antiepiléptico, o qual se realiza com uma simples análise sanguínea: determina qual a quantidade de um medicamento no sangue, e é útil para se saber se essa quantidade é suficiente para prevenir a ocorrência de ataques, se o paciente cumpre a medicação ou se a dose está alta de mais, produzindo toxicidade.

Agentes antipilépticos comuns:

  • Ácido Valpróico- É indicado para a epilepsia de ausência e convulsões mioclónicas. Pode ser usado como medicamento principal ou coadjuvante para convulsões tónico clónicas, convulsões parciais simples e complexas.
  • Carbamazepina- É indicado para convulsões tónico-clónicas, convulsões simples e complexas .
  • Fenitoína- É indicado para convulsões tónico-clónicas, convulsões simples e complexas .
  • Primidona- É indicado para convulsões tónico-clónicas, convulsões simples e complexas .
  • Gabapentina- É usado para efectuar tratamento coadjuvante.
  • Diazepam- Estado de mal epiléptico
  • Clonazepam- É indicado para crises de ausência e mioclonia
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