Epilepsia - O trabalho

EEG

 

 

 

 

 

Diagnóstico

Um indivíduo com suspeita de epilepsia deve ser observado, pelo menos uma vez, por um neurologista ou um neuropediatra com experiência na doença. O diagnóstico de epilepsia é puramente clínico, faz-se apenas pela descrição das crises, pelo que é muito importante ter uma descrição pormenorizada destas por quem as observa.

O electroencefalograma (EEG), que é um método para medir a actividade eléctrica do cérebro, pode ser útil para detectar um aumento dessa actividade.

Em alguns casos, apenas para se identificar a doença que pode estar a causar a epilepsia, pode ser necessário recorrer-se a exames de imagem - Tomografia Axial Computorizada (TAC) ou Ressonância Magnética Nuclear.

É necessário acentuar que nenhum destes exames auxiliares faz o diagnóstico de epilepsia; muitas vezes é posto o diagnóstico de epilepsia a pessoas que nunca tiveram nenhum ataque epiléptico, sendo o dito diagnóstico apenas baseado num EEG "anormal" ou "com actividade epileptiforme".

Não há epilepsia sem ataques epilépticos; um EEG "anormal", na ausência de crises, não faz o diagnóstico de epilepsia. Por outro lado, uma pessoa com epilepsia pode ter um EEG normal. O EEG mede a actividade eléctrica cerebral, podendo ser normal quando a actividade eléctrica anormal se processa na profundidade do cérebro.

Para um tratamento correcto é necessário um bom diagnóstico, que é feito em três etapas:

  • Diagnóstico diferencial
  • Diagnóstico etiológico
  • Classificação das crises epilépticas
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